Agora não deve faltar mais nada. Sim, porque se espalha por aí que eu “ando tomando todas”. Depois de colocarem em xeque minha moralidade, tendo em vista meu rompimento irretratável com a religião – como se ela dependesse de algum vínculo religioso – , diz-se à boca pequena que eu ando enchendo a cara nos botecos da vida.

Talvez você, prezado leitor, esteja pensando: mas se ele não está ligado à religião, porque perde seu tempo com ela? Respondo-lhe em verdade e vida que me preocupo não com a religião – quanto a ela, permitam-me a desforra, estou cagando e andando (devido à minha mistura de Activia com Johnnie Walker) -, mas com alguns queridos, com os quais o relacionamento fraternal sobreviveu ao libertador desligamento.
Não sei se causará alegria ou tristeza nos corações religiosos (acho que sou louco em acreditar que religioso tem coração, mas creio em milagres) - isso não me interessa -, mas quero deixar bem claro que bebo. Aprecio de água sem gás à Vodka; não gosto de Whisky, mas sou fã de uma cerveja bem gelada. E ainda que o álcool, depois de medidas nas quais o meu corpo não está habituado a experimentar, tente, e às vezes consiga, me tirar um pouco da sanidade que me é peculiar, asseguro aos meus queridos (não aos amigos, eles me conhecem, andam comigo, sabem quem sou e em quem verdadeiramente estou, mas a alguns queridos que devido à mudança radical na minha vida se afastaram – embora a fraternidade permaneça intacta) que o evangelho está tatuado no meu coração com o sangue de Deus, e isso nem o cão tira de mim, tampouco a cerveja.
Quem anda comigo sabe que os atos da minha mão direita a esquerda jamais saberá, mas sinto que preciso ratificar minha seriedade como homem. Embora jovem e cheio de ideias revolucionárias, principalmente concernentes as coisas do evangelho de Jesus Cristo, mantenho a elegância e, inequivocadamente, a inteligência, provinda do evangelho, é claro. Portanto sei meus limites; respeito o meu corpo.
Quanto aos religiosos, enquanto milhões assassinam suas existências em favor de dogmas e outros “faça e não faça”, eles creem piamente que Jesus de Nazaré era conhecido nas redondezas de Jerusalém como “beberrão”, isto é, cachaceiro, por ser um grande bebedor de água mineral. Maldito vício de coar mosquitos e engolir camelos.


Graças a Deus pela liberdade, 


Will
2leep.com