O bigode dos Coronéis
Durante os anos em que passei na igreja, vi vários jovens de minha idade sofrerem perseguições e até mesmo serem advertidos em culto porque usavam costeleta, cavanhaque ou barba. Além disso, recordo-me das muitas pregações sobre “usos e costumes” em que éramos adestrados a não nos deixarmos “influenciar pelo mundo” e nos entregarmos ao uso de tais vaidades.

Porém, alguns pastores que estavam à frente do ministério usavam e posavam com seus belos bigodes nos púlpitos; e, por mais estranho que isto pareça, saiba que contra bigode ninguém nunca falou nada. Certa vez, um amigo me contou que, com o dedo em riste na face do pastor, disse: não vejo diferença entre seu bigode e minha barba. O desfecho do episódio foi o óbvio: advertido e excluído da igreja.
Entretanto, amigos, eu sinto em informar-lhes, mas aqueles pastores estavam certos! Sim, eles estavam e não se espantem por tal afirmação. Só hoje percebo a diferença que existe entre barba e bigode.
O bigode representa não apenas o símbolo da hombridade masculina, como representa, também, poder e autoridade conferida a um “homem de Deus”. Este pequeno detalhe na face pode trazer resultados significativos, como por exemplo: imposição de respeito; confere a capacidade de usar pessoas; permite que você seja escutado como alguém que possui sabedoria; dá a um homem o poder da troca, e o melhor de tudo: homem de bigode sempre teve autoridade para governar os outros com mão de ferro. Veja se não foi com este espírito que os coronéis governaram o Brasil e veja se não é com este mesmo espírito que muitos pastores lideram suas igrejas.
Portanto, parem de criticar tais homens de bigodes e suas igrejas que mais parecem com bases militares do que com comunidades do evangelho, pois todo quartel general que se preze sabe desta verdade irrefutável: soldado que é soldado tem cara limpa e coronel que é coronel tem bigode.
Nele,
Que não faz diferença entre coronéis e soldados.
Victor, Vitinho, Vitório
2leep.com
Muito bom texto!
De maneira inteligente e bem-humorada nos fazendo pensar.
Uma delícia!
Continue tentando escrever sempre!
Um abraço,
Patrícia.