Minha Santa Clara

Palavras de devoção

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Ah, tudo ainda tem cheiro de “casa nova” e mesmo assim é tão intenso e verdadeiro. Através do mel dos seus olhos, vejo o quanto você está entregue e toda essa paz que enche seu peito, constato, é produto de minha rendição.

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Conforto e desconforto – #Rabiscando3

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Não são bem vistos aqueles que ousam questionar verdades e pressupostos estabelecidos e reproduzidos há anos. Afinal, quem ousou questionar tais argumentos, antes (e até depois) deles se tornarem verdades absolutas, ou foi expulso do meio onde vivia, sendo taxado de “herege”, ou foi assassinado das maneiras mais cruéis possíveis.

 

Lamentavelmente, os homens preferem o conforto de suas convicções ao desconforto que a dinâmica da vida lhes impõe. Mas há alguns “hereges” que ousam questionar, posto que a vida não se pode encaixotar, prestando, assim, a reverência da qual ela é digna. Essa é a maior motivação para nossas provocações: a vida é incontrolável.

 

Sentados à mesa, numa manhã de Setembro, saboreando o prazer de um bom café da manhã, fizemos um convite. Se desejar, aceite, mas, sobretudo, pense, repense, questione, discorde, concorde, divulgue, espalhe…enfim, saia do seu conforto e abrace o desconforto da vida.

 

Envie seus questionamentos (devidamente identificados) para rabiscando.minorulandia@hotmail.com

Bora (re)pensar!

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vida-florescendo

A glorificação da vida

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Tenho de confessar que viver uma vida que não deixe saudade me dá mais medo do que a morte em si. Não é difícil entender o porquê, afinal o que se seguirá após a morte é, pelo menos a mim, desconhecido, enquanto o que ficará, sobreviverá à futilidade do meu pobre corpo humano. E, convenhamos, ninguém sabe mais do que eu o que estou a construir.

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Cais

Batismo do silêncio

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Existem silêncios pesados, outros que são inteligentes, aqueles que acolhem, silêncios pacientes, outros que são pura ignorância, outros de prudência ou perspicácia, há o silêncio de conveniência, aquele de consentimento, silêncio de paz e silêncio de guerra, o silêncio da ternura e o silêncio do ódio, o da prece e também o da acusação e ainda outros que abrigam apenas estupidez. Silêncios grossos e finos, leves e insustentáveis, grávidos de palavras ou de ausências, todos porém têm em comum sua própria finalidade: dizer alguma coisa. Era o estranho daquele encontro. Os dois, naquela despedida, viviam um silêncio sem nome. (mais…)

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