Percepção

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 Percepção


Acostumado com a religião, perdi a noção – se é que a tive – de que Deus está em todo lugar. A alienação nos rouba a noção da vida, lacra-nos ante a existência e nos impõe processos de morte. Aos poucos, bem aos poucos, em doses homeopáticas, cresce dentro de nós a insana consciência de que Deus está no templo religioso, ali é sua casa, ali é sua moradia, só ali podemos encontrá-Lo.


Foi fácil para a religião me roubar a alma, me vendar os olhos e manter-me à beira de um abismo: ou serves à igreja, ou serves à vida. Sem saber a verdade, penhorei meu eu à instituição, empenhei minha vida acreditando alcançar o céu. Com toda a sua voracidade, os religiosos me promoveram uma lavagem cerebral, perdi os sentidos, arrebataram-me a sensibilidade. Não vivi, só vegetei.

Agora, longe dos processos religiosos, luto para retomar meus sentidos, reavivar minha alma, consciente de que o tempo não volta, os ambientes se desfazem e a alegria, do que poderia ser, é um tempo irretomável.  Os relacionamentos que se desfizeram com o desligamento me causam preocupação e minha alma se angustia; as amizades, que resistiram ao rompimento, garantem-me que os que foram jamais estiveram e só o que ficou realmente esteve. Acredito e isso me consola; mas ainda não me aquieto, insisto em acreditar que aqueles momentos não foram tão fúteis.

Readquirida a posse da vida, refaço minha espiritualidade; depois de destruídas as raízes da religião, reescrevo minha história, consagrando cada instante, divinizando qualquer ambiente. Recomeço relacionamentos, crio amizades que dependem apenas da disposição de ser, da realidade de estar e do prazer da companhia. Já não existem discursos dogmáticos e obrigações religiosas.

Depois de um domingo à sublime companhia de novas amizades, degustando uma saborosa picanha acompanhada de um bom frisante,  percebo que Tu, oh Deus, Estás aqui e ali, ontem, agora e amanhã, em qualquer lugar, cabendo a mim a delicadeza de perceber-Te.

À Tua sombra, Altíssimo,

Will
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Eu li A Cabana (arquivo)

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Existem livros que nos envolvem tanto a ponto de lermos definitivamente mergulhados e envolvidos em suas histórias ou reflexões.

Comprei  A Cabana sem grandes expectativas. Na sua aquisição pensei adquirir mais um livro de ficção que um “fulano” lançou nos EUA, vendeu pra caramba e agora tenta fazer sucesso no Brasil, afinal, o que um livro com um tema destes e de ficção poderia me acrescentar?

Eu Não sou (melhor dizer não era) muito de comprar livros sem propóstios específicos, mas isso era antes de A Cabana.

Bom, acabei de ler o livro, e sabe qual o resultado de minha leitura: Estou marivalhado e transformado com a idéia de Deus e de vida que o livro propõe - A Cabana foi como um soco na cara, tamanho o impacto.
Há muito não lia algo tão dinâmico e vivo (exceto a Bíblia e uns textos por aí).

Quase nunca temos a resposta para a dor e o sofrimento, porém, A Cabana deu-me uma resposta impressionante: Sofrer dinamiza a vida, a fim de que construamos relacionamentos sólidos a partir da dor. Na verdade A Cabana apenas consolidou várias visões que tenho sobre Deus e a Vida (gastei uma caneta marca texto quase toda).

Abaixo, dois trechinhos, dentre os vários que ainda ressoam dentro de mim ,desse milagre chamado A Cabana.

(…) Todo o mal decorre da independência e a independência foi a escolha que vocês fizeram. Se fosse simples anular todas as escolhas de independência, o mundo que você conhece deixaria de existir e o amor não teria significado. O mundo não é um playground onde eu mantenho todos os meus filhos livres do mal. O mal é o caos, mas não terá a palavra final. Agora ele toca todos que eu amo, os que me seguem e os que não me seguem. Se eu eliminar as consequências das escolhas das pessoas, destruo a possibilidade do amor. O amor forçado não é o amor.

(…) meus propósitos não existem para o meu conforto nem para o seu. Meus propósitos são sempre e somente uma expressão de amor. Eu me proponho a trabalhar a vida a partir da morte, a trazer a liberdade de dentro do que está partido, a transformar a escuridão em luz. O que você vê como caos, eu vejo como desdobramento. Todas as coisas devem se desdobrar, ainda que isso ponha todos os que eu amo no meio de um mundo de tragédias horríveis, mesmo os que são mais próximos de mim.

Como escreveu o Pr. Ricardo Gondim em seu site: Faça um favor à sua alma, leia A Cabana.

Publicado originalmente em 12/10/2008.
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1ª Promoção Celebrai

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Eu sempre gostei de ler e escrever, mas minha vida mudou muito depois da blogosfera. E por falar em ler e blogar, decidimos recompensar nossos leitores. Não sei se devo chamar isso de recompensa, prefiro tratar como agradecimento, afinal não somos os melhores blogueiros desse país, portanto ser lido por vocês é uma grande honra; mas mesmo com erros e acertos nos esforçamos muito para fazer desse espaço um ambiente de aprendizado e crescimento.


Muitos blogs premiam seus leitores como uma boa maneira de agradecer a fidelidade de seus leitores – geralmente os presentes estão ligados à filosofia do blog. Portanto, aproveitando que fizemos dois anos de blog, decidimos – uma das novidades avisadas no post de comemoração dos dois anos – agradecer nossos leitores com livros. Sim, nós iremos dar, no fim do mês de março, dois livros; um para a galera do twitter e outro para a galera da blogosfera. Sem mais delongas, veja abaixo como será a #promo:

Para a galera do Twitter, daremos a obra de um dos nossos mentores Ed René Kivitz: O Livro mais mal-humorado da Bíblia, Editora @mundocristao. Pra concorrer é muito simples. Quem mais der RT na frase abaixo, ganhará:

O @willcjc vai dar um livro do Ed René (@mundocristao)  pra quem mais dar RT nesta frase! Confira: www.celebraii.blogspot.com #Celebrai


O outro livro será A Bacia das Almas, obra do, também, mentor do Celebrai Paulo Brabo, e, também, publicada pela Mundo Cristão. Para concorrer existem duas maneiras:

Quem é blogueiro deverá fazer um pequeno post em seu blog divulgando a promoção e avisar por comentário. Aqueles que não têm blog deverão deixar um comentário neste post, registrando sua opinião (sincera) sobre o Celebrai! O ganhador será aquele que for mais inteligente. Isso quer dizer que não importa a quantidade, tampouco o tamanho do post ou comentário, mas a qualidade de ambos.

Atenção! Para quem é blogueiro não vale apenas comentar, tem de fazer um post, independentemente do tamanho, no seu Blog referindo-se à promoção do Celebrai.

Convenhamos, está fácil de ganhar. Sinceramente, queremos muito que todos participem, deixando claro que esta é só a primeira de muitas outras promoções que rolarão esse ano. Nosso principal objetivo é contribuir para formação intelectual de quem curte nos ler, além de dar uma ajudinha para o crescimento da quantidade/qualidade de leitura de nossos “fiéis”.

Ah, os livros serão autografados em nome dos ganhadores e enviados via Correios, sem nenhuma despesa ao ganhador.

O resultado será divulgado no dia 31 de Março de 2010.
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Somos o que Ele é

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Criou Deus o homem à sua imagem ,
a imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou.

(Gênesis 1:27)

Inegável é o fato de que humanos e animais são diferentes. Não só quanto à razão, mas existem detalhes humanos que os animais jamais possuirão, e vice-versa. O penhor da semelhança com o divino é, sem dúvidas, o que nos torna tão diferentes. O homem diferencia-se porque foi dotado pelo Altíssimo com muito de Si e isso nem os anjos, mesmo sendo tão excelsos, possuem.

Sim, muito do que há em nós só há porque Nele havia antes de qualquer coisa. E, diferentemente do que alguns postulam, essa semelhança ainda existe, mesmo depois do pecado, da desobediência, da estupidez pela autonomia.

A profundidade desta verdade está muito longe de ser totalmente compreendida, se usamos aproximadamente 10% da capacidade cerebral imagine o quanto que somos capazes e ainda não descobrimos. Mas o fato é que Ele se pôs em nós e determinou-nos a vida.

Sensibilidade, delicadeza, doçura, leveza, fragilidade e fibra femininas, contrastam com a força, o vigor, a perspicácia, obstinação e racionalidade masculinas – eu poderia elencar outras virtudes, mas prendo-me à suficiência destas. Pasmem, todas estas qualidades são próprias do Altíssimo e ele não as poupou, depositou em nós quando do processo criativo, elaborou-nos com muito de Si mesmo, deu-nos a sua imagem. Como pilar de tudo o que é bom, Ele reservou a nós o que há de melhor em Si, exceto o que lhe é peculiar, detalhes que apenas o servem para não esquecermos que, mesmo tão semelhantes, Ele é Deus e nós homens.

Muito do que fazemos é repetição do que Ele faz; só choramos ou sorrimos porque Ele chora e sorri; sentimos tristezas e alegrias porque Ele se entristece e se alegra; defeitos à parte, o homem é muito daquilo que Deus é, e em Jesus de Nazaré Deus resolveu ser muito do que é o homem. No advento do Cristo efetivou-se a troca, enquanto no Éden Ele nos fez muito de Si, na manjedoura em Belém Ele se fez muito de nós. O homem foi divinizado e o Divino humanizado.

Sim, fomos predestinados a experimentar em nós aquilo que Ele é, e isso nenhuma outra criatura pode provar. Satanás deve se morder de inveja, afinal somos muito do que Deus é, e Deus é muito do que somos, mas ele, o Cão, consegue no máximo sonhar – se é que ele é capaz de sonhar – com essa loucura.

Em Cristo, o Deus que é a nossa imagem e semelhança,

Will

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