Livros lidos – antes que 2009 acabe

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Depois de muito tempo sem atualizar minha lista de livros…tomei coragem. Esse ano foi muito especial. Muita coisa mudou na minha vida, menos a quantidade de livros lidos – continuo na média (de 5 a 10 por ano), mas quero ler mais até o fim desse ano.

Ainda não cumprimos com o prometido, isto é, de resenhar os livros que lemos; porém, como alguns dos que li são excepcionais, merecendo uma nova leitura, prometo que, finda as (re)leituras, resenharei por aqui.
A ordem na qual os livros estão dispostos abaixo, obedeceram a minha memória “aguçada”.

01 – Salvos da Perfeição
Autor: Elienai Cabral Júnior
Editora: Ultimato
Páginas: 166

02 – O livro mais mal-humorado da Bíblia
Autor: Ed René Kivitz
Editora: Mundo Cristão
Páginas: 222

03 – Cristianismo Criativo
Autor: Steve Turner
Editora: W4
Páginas: 176

04 – Perguntas que precisam de respostas
Autor: Philip Yancey
Editora: Textus
Páginas: 190

05 – Feridos em nome de Deus
Autora: Marília de Camargo César
Editora: Mundo Cristão
Páginas: 160

06 – A Igreja, o País e o Mundo
Autor: Robinson Cavalcanti
Editora: Ultimato
Páginas: 160

07 – O caso dos exploradores de cavernas
Autor: Lon L. Fuller
Editor: Sérgio Antonio Fabris
Páginas: 75

08 – Qual é a tua obra?
Autor: Mário Sérgio Cortella
Editora: Vozes
Páginas: 144

Bom, se não me falha a memória são estes; embora sinta que faltam alguns. Vou me empenhar pra ler e listar, até o fim do ano, mais uns cinco, no mínimo.

Vou levar a sério a proposta de que, pra escrever uma linha devo ler vinte.

Will

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É preciso aprender a perder

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É preciso aprender a perder, pra não perder a alma em meio às decepções e o coração ante a dor. Transforme realidades. Antecipe-se às circunstâncias; seja inteligente. Não seja pessimista, tampouco um otimista exacerbado, mas, suficientemente inteligente para entender que perder faz parte do jogo da vida.
É preciso aprender a perder, pra não viver iludido; boa e transformadora é a desilusão. Pense e repense. Julgue, reconsidere. Melhor acordar em meio a um pesadelo do que permanecer envolvido num sonho sem sentido e depois acreditar que este, pode tornar-se útil.

É preciso aprender a perder, pra não se perder de si mesmo. A vida é um grande labirinto, cheia de entradas e saídas, direitas e esquerdas. Redobre o cuidado, em meio à sanha de conquistar e alcançar corremos o risco de amar coisas e usar pessoas – às vezes a nós mesmos.
É preciso aprender a perder, antes que chegue a morte. Morrer é deixar de existir completamente do lado de cá do céu. Preocupe-se em viver, considerando que perder é parte do existir; uma aventura de caça ao tesouro. Só achamos o que perdemos. Recomeçar dói, mas é mais saboroso do que simplesmente começar.
É preciso aprender a perder, pra experimentar sentimentos, viver sensações, desfrutar emoções. Chore. Sorria. Viva.
É preciso aprender a perder, pois para viver o genuíno sentido da existência é necessário: negar a si mesmo e perder o homem mal que existe em cada um de nós; morrer para si e nascer para Cristo.
Por um perdedor,
Will
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Enquanto isso, longe da reforma…

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Sábado (31/10/2009), completaram-se 492 anos da reforma; e cá estamos diante de uma igreja protestante (digo no todo) bem distante dos sonhos reformados.
Muita coisa é estranha ao evangelho na igreja que se diz evangélica. Mas, prefiro me ater (a fim de obedecer ao propósito da categoria do blog) aos problemas da igreja pentecostal – na qual, como já escrevi, vivi por 8 anos.
Para os que não sabem ou ainda têm dúvida, pentecostal é uma “denominação” que as igrejas moldadas pelas doutrinas oriundas do movimento que começou na Rua Azuza, EUA, em 1900, aderiram. Trata-se de um movimento que enfatiza a doutrina da atualidade dos dons do Espírito Santo no homem, principalmente o falar em línguas estranhas (glossolalia) – embora muitos pentecostais não entenderam nem procuram atender as recomendações do Apóstolo Paulo, quanto a este dom. Na real, toda igreja cristã é pentecostal, afinal ninguém confessa que Jesus Cristo é o senhor a não ser pelo Espírito Santo. Quanto aos dons, são muitas as igrejas “não pentecostais” que concebem a ideia “pentecostal”, de serem os dons elementos atuais na igreja de Cristo dos tempos modernos.
Devido à desgraça chamada de movimento neopentecostal, aos poucos vão desaparecendo as origens e os princípios da igreja pentecostal – até a Assembleia de Deus, a maior denominação e uma das primeiras igrejas pentecostais do Brasil, já se “corrompeu”. O fato é que chegamos num tempo em que, ou o movimento pentecostal se declara neopentecostal, aceitando seu fracasso, ou resisti a esta praga e se torna um movimento firme e reflexivo, pensante e consistente; o que dificilmente acontecerá.
A teologia da prosperidade, maior ênfase do movimento neopentecostal, vai corroendo o movimento pentecostal de maneira espantosa. Diga a um pentecostal que na oração ele não precisa fazer uma lista de pedidos a Deus, entre eles “porta de emprego”, “carro novo” e etc., e ele te acusará de incrédulo. Lembro-me que disse a um pastor que na oração não precisamos ficar pedindo coisas a Deus, visto que todas as nossas reais necessidades foram satisfeitas na cruz do calvário com o golpe de vitória da ressurreição de Cristo e ele logo afirmou que eu estava dizendo que não devemos orar, afinal o que seria da oração sem os pedidos de praxe?
As campanhas, métodos alucinógenos e meios de grande arrecadação financeira neopentecostal, já fazem parte das liturgias pentecostais. São campanhas da vitória, da libertação, da porta aberta e muitos, mas muitos outros nomes e fins desejados, enquanto a consciência da graça e da justificação por Jesus – se é que alguns a têm – definha ante as convicções fracas e nas mentes frágeis dos pentecostais. Como os santos católicos, para cada problema os evangélicos têm uma campanha específica, menos a cruz.
As músicas cantadas entre os pentecostais, são, em grande parte, lixo neopentecostalizado. Quando não tratam de um endeusamento do homem, incentivando os crentes a “atraírem”, “trazerem” e a “chamarem a atenção” de Deus, sendo que as Escrituras dizem que cabe a nós buscarmos a Deus enquanto se pode achar de uma maneira genuinamente evangélica, isto é, nas palavras de Jesus, no próximo, ensinam que não devemos aceitar o sofrimento; pobre Jesus crucificado, fosse evangélico teria aceitado a proposta de Pedro de resistir ao sofrimento, negando o caminho e a cruz do calvário – com certeza teria clamado, ou até feito, um milagre.
As pregações caminham na mesma toada das músicas; na verdade são a grande miscelânea de valores pentecostais e neopentecostais. Os pregadores pentecostais viciaram-se na prosperidade neopentecostal, alguns a travestem de “benção de Deus”, outros negam a todo custo, valendo-se de um argumento fajuto: precisamos de dinheiro para viver – como se a prosperidade bíblica tivesse alguma relação com a teologia da prosperidade neopentecostal -, e quem não precisa. Pregador pentecostal é vidrado em milagre; esquecem que milagre, por definição, não pode acontecer a todo instante; esqueceram, se é que alguma vez souberam, do maior milagre que o mundo já viu: Jesus Cristo.
Toda organização humana acontece num sistema, não duvido nem descreio. Entretanto, é um direito de qualquer humano poder escolher em qual sistema quer viver. Existem – bem poucas, mas existem -, igrejas pentecostais reflexivas, que resistem ao sistema neopentecostal de ser; essas têm a minha confiança e o meu apoio. Não por serem certas, ou detentoras da verdade, mas por reconhecerem o sacrifício de Cristo e o lixo que é o movimento neopentecostal.
Por uma igreja na verdade de verdade,
Em Cristo, a verdade absoluta,
Will
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Consequências elementares

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Todos os dias os noticiários são banhados com o sangue que jorra de nossa falta de habilidade em conviver como sociedade organizada. Desde Caim, os homicidas se proliferam sem temor à lei e a qualquer elemento de controle social. Do jornal impresso à internet, noticias de mortes tornaram-se tragédias necessárias à informação popular – curiosamente não se noticia nascimentos; são muito comuns. Mas ninguém pode negar que a morte ainda está bem viva entre nós, os mortais.
Vivemos num caos. Uma verdadeira confusão de valores, ideais, princípios, falta de princípios e etc. As famílias já não resistem aos ataques de uma sociedade escrava da sua própria torpeza e que se travesti de liberdade. Poucos são os relacionamentos verdadeiros; há quem cogite que não existem mais amigos de verdade, satisfazem-se com a ideia de que o único amigo é Deus – ser amigo de Deus pode ser fácil, ele sempre tem a razão. A fome assola boa parte do mundo. As doenças se proliferam; desenvolvem-se e evoluem, fazendo dos homens dependentes dos hospitais. Por falta de instrução e, em muitos lugares, pela presença de desprezo, as doenças sexualmente transmissíveis matam por ano quase a mesma quantia que todo o holocausto judeu. A natureza desajustou-se. Nada é estável. Qualquer chuva ou a falta dela já nos enchem de temor.
Ultrapassamos os limites!
Sãos os frutos do desconhecimento de Deus. Não falo de religião. Falo do conhecimento do Deus revelado na pessoa de Jesus de Nazaré.
De acordo com os ensinos do Cristo, desconhecer Deus é desrespeitar a liberdade do outro; desrespeitar a dignidade alheia; pensar em si, somente em si; fazer hoje sem pensar nos desdobramentos de amanhã; é preferir o ódio em detrimento do amor; é tratar a vida humana como qualquer coisa menor do que a coisa menos valiosa que existe; é lidar com a natureza esquecendo-se que somos nós os seus responsáveis.
Esse é o diagnóstico mais exato que alguém já propôs. Tornou-se inexorável e inquestionável, a falta de conhecimento de Deus gerou uma engrenagem de destruição que não para. A destruição do homem enquanto gente e ser, que tem corpo, alma e espírito, é fato inquestionável. Poucos entre nós sabem o que é viver. Somos um bando de sobreviventes, ou seja, vivem para o gasto.
Mas de quem é a culpa?
Nas palavras que Deus transmitiu ao profeta Oséias, a culpa é daqueles que detêm o ofício de transmitir o conhecimento de Deus de maneira livre, racional e, paradoxalmente, pós-racional – para além da racionalidade – (Oséias 4: 1-4).
Nos tempos veterotestamentários a culpa era dos sacerdotes. Daqueles que foram convocados e qualificados pelo próprio Deus, para transmitir a instrução divina aos homens. Hoje, a culpa é daqueles que, em se sentindo sacerdotes, pastores, bispos, profetas e afins, tornaram seu ofício um meio de enriquecimento ilegal; que preferem a guerra ante a paz, a punição ao invés do perdão, a escravidão em detrimento da graça. Apontar em vez de abraçar. Enfim, grande culpa tem a religião, principalmente a cristã, em todo caos do mundo. Não digo que esta culpa seja do cristianismo tão somente, mas afirmo que a culpa é daqueles que julgam possuir o espírito cristão e não vivem pelo espírito de Cristo, pois pecam por ação e omissão.
O desconhecimento de Deus confunde e mata. São consequências elementares, pois nas palavras do próprio Deus somos destruídos por falta de conhecimento (Oséias 4:6). Felizes aqueles que o buscam – de preferência no outro -, enquanto se pode achar.

Em cristo, pois ninguém viu a Deus, mas Ele resolveu se revelar através de seu Filho, em quem não há confusão,

Will

Reflexão baseada no capítulo 4 do livro bíblico do profeta Oséias.

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