Todos somos páginas. Impossível sair de um encontro interpessoal ileso. A performance do outro feita de inigualáveis sorrisos, discursos, citações, atendimentos ao celular quando você menos espera, experiências, espirros e bocejos, omissões e tudo o que não caberia aqui, lança por terra sem nenhuma dificuldade toda nossa pretensão de segurança. O exato momento da tentativa arrogante de não ser influenciado por ninguém é a derrota anunciada. Porque o outro é assim: lápis que esferografa; risco que nos risca apenas por existir. (mais…)

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