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Sim, eu odeio a religião (parte 1)
65É óbvio que Satanás opera contra tudo aquilo que favorece a vida, no entanto os evangélicos, que se julgam os melhores teólogos do cristianismo, equivocam-se absurdamente na interpretação das palavras do Cristo, que segundo eles, e até outros cristãos, fundamentam a referida definição das obras do cão.
Onde não há cruz, não há vida
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Uma das maneiras mais eficazes para o diagnóstico de uma doença é a análise do que há de excesso e do que há de escassez no organismo, ou seja, o que há demais e o que há de menos são fatores cruciais para determinar a enfermidade e o estado de um paciente. Por fim, as palavras do Apóstolo Paulo são “cruéis” com o movimento evangélico:
Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente, nem
com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus.
Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês.
Minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de
sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito, para que a
fé que vocês têm não se baseasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus. (1 Co 2:1-5)
Outra Espiritualidade
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Mudei meu conceito de espiritualidade. Não vislumbro espirituais somente pela exteriorização das emoções, dons, ou qualquer outro paradigma (im)posto pela religiosidade.
Espiritualidade nada mais é do que a verticalidade e a horizontalidade da cruz, reverberadas à vida humana, ou seja, minha relação comigo, com o outro e com Deus. Portanto, não me iludo mais com manifestações estéreis.
Quero viver a vida com veemência; quero exercer meu ministério de ser jovem sem medo de ser feliz; quero louvar a vida com choros, risos, lágrimas e gargalhadas; quero jogar bola e saber que assim agrado a Deus, simplesmente por que vivo; quero curtir músicas sem o tal papinho de música do mundo e música de Deus – prefiro Lenine à teologia da prosperidade da marca da promessa que não te deixa perder -; quero exercer os dons do Espírito no ambiente das relações; não quero poder pra chorar ou pra rir, quero mesmo é poder saber chorar e rir; quero pregar Cristo amando o outro sem medidas; quero desenvolver o fruto do Espírito fora dos ambientes religiosos; quero escrever sem medo e sem receio; quero aprender a apreciar a arte, a natureza e a criação; quero literatura, música, teatro, cinema – tenho sede de arte-; quero poder querer sabendo que só de querer alegro o coração do Altíssimo Deus; se isso alcançar, serei o mais espiritual dos homens, porque acreditei em mim, no outro e em Deus, isso sim é ser espiritual.
Em Cristo, a espiritualidade perfeitamente encarnada,
Viciados em superficialidade
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(imagem: CPAD)
Nada, a não ser o amor, é suficiente em si mesmo. Todos os meios, métodos e processos carecem de complementação.
No fim de seu ministério, Josué convocou o povo a fim de lhes comunicar um concerto. A volta para Deus e o abandono da idolatria foram os principais pontos da última “renovação de conceitos” – vulgo conceito – promovida por Josué. Antes da aceitação do povo, Josué enfatizou que sua decisão já estava tomada:
Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir,
se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses
dos Amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família
serviremos ao Senhor. (Js. 24:15)
Josué conhecia a nação, afinal, foram cento e dez anos vivendo com os israelitas – tempo suficiente para vivenciar alegrias e frustrações junto de uma nação e suas diversas peripécias. Diante disso ele previne-se de todas as possibilidades de desobediência do povo, fazendo questão de conscientizá-los da seguinte verdade: eles estavam pactuando algo com Deus e tudo quanto fizessem contrário ao pacto, seria de responsabilidade deles. A fim de “formalizar” a aliança, Josué erigiu um memorial que serviria contra o povo, caso desobedecessem – ele tinha consciência da frágil memória israelita. Israel aceitou o concerto; voltou-se para Deus e, enquanto a lembrança do concerto permaneceu viva no coração do povo, foi fiel a Ele sem medidas.
Josué morreu e logo o povo faltou com seu pacto – caiu no esquecimento – ou se não caiu, seu pacto já não tinha mais valor, não constrangia mais o povo – as coisas custam a se formar, mas facilmente se acabam.
Pregar a palavra é um verdadeiro desafio de paciência, fé e perseverança. Anunciamos conceitos brilhantes do púlpito; esmiuçamos o evangelho ao máximo, oferecemos à comunidade verdades e conteúdos sublimes concernente a tudo; a igreja entende e até se compromete, mas logo esquece – muitas vezes os “efeitos” da palavra pregada duram menos de uma semana.
Triste? Muito mais do que triste, revoltante. Mas o que fazer? Seria a solução desistir da pregação? Ora, por ela muitos mudaram de vida; por ela, Deus impactou vidas; por ela, também, Deus se tornou (e tem se tornado) conhecido de muitos. Não é através dela que instruímos, redarguimos e exortamos “o novo Israel de Deus”?
Como os hebreus nos tempos vetero-testamentários, a igreja se comporta superficialmente diante da Palavra de Deus, contudo, cabe ao pregador, professor, mestre, discípulo, enfim, é do ministro a responsabilidade de perseverar na fé e se comprometer com ela como fez Josué – complementando a palavra falada, vivendo-a -, pois dela (da fé), cada um dará satisfações a Deus. E este dia está cada vez mais próximo.
(Lição extraída da última aula de EBD do primeiro trimestre de 2009)
Em Cristo, a palavra encarnada que não passa e que sobrevive à própria “i”greja,
Will

