Posts tagged Liberdade

#Rabiscando 4

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Passado quase um ano desde o primeiro vídeo, continuamos convencidos de que, sobre ideias, só podemos rabiscar. Não que temamos a verdade, mas porque somente a vida tem a verdade sobre todas as coisas: amanhã ou depois, todo argumento pode ser levado ao chão pela existência. Portanto, não nos interessa deixar a arte de rabiscar, pois nos reconhecemos humanos e precários. 

E por ser a vida um acontecimento incontrolável, ousamos recomendar que você permita-se à dúvida. Recomendamos o exercício contínuo, quiçá diário, de confrontar todas as suas certezas com o processo dinâmico de viver.

Um pouco mais sério, mas muito mais objetivo e com qualidade superior aos anteriores, esse rabiscandotem o intuito de anunciar ser extremamente necessário, para que a vida seja leve, a busca pela atualização dos seus conceitos de vida, conteúdos morais, de suas verdades  (todo mundo tem uma em especial) e dos seus limites. (mais…)

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A teologia do amor – #rabiscando2

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O amor relativiza tudo. Quem diz o contrário, ou tem medo de amar, ou nunca amou. A grande lição é: vive quem sabe amar; ame e não terás do que se arrepender.

Sentados no chão da sala, rodeados de mofadas coloridas, degustando jujubas e um saboroso suco de fruta, rabiscamos. Somos intensos e leves, pois rabiscamos com a alma.

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Bebo, não nego

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Agora não deve faltar mais nada. Sim, porque se espalha por aí que eu “ando tomando todas”. Depois de colocarem em xeque minha moralidade, tendo em vista meu rompimento irretratável com a religião – como se ela dependesse de algum vínculo religioso – , diz-se à boca pequena que eu ando enchendo a cara nos botecos da vida.

Talvez você, prezado leitor, esteja pensando: mas se ele não está ligado à religião, porque perde seu tempo com ela? Respondo-lhe em verdade e vida que me preocupo não com a religião – quanto a ela, permitam-me a desforra, estou cagando e andando (devido à minha mistura de Activia com Johnnie Walker) -, mas com alguns queridos, com os quais o relacionamento fraternal sobreviveu ao libertador desligamento.
Não sei se causará alegria ou tristeza nos corações religiosos (acho que sou louco em acreditar que religioso tem coração, mas creio em milagres) - isso não me interessa -, mas quero deixar bem claro que bebo. Aprecio de água sem gás à Vodka; não gosto de Whisky, mas sou fã de uma cerveja bem gelada. E ainda que o álcool, depois de medidas nas quais o meu corpo não está habituado a experimentar, tente, e às vezes consiga, me tirar um pouco da sanidade que me é peculiar, asseguro aos meus queridos (não aos amigos, eles me conhecem, andam comigo, sabem quem sou e em quem verdadeiramente estou, mas a alguns queridos que devido à mudança radical na minha vida se afastaram – embora a fraternidade permaneça intacta) que o evangelho está tatuado no meu coração com o sangue de Deus, e isso nem o cão tira de mim, tampouco a cerveja.
Quem anda comigo sabe que os atos da minha mão direita a esquerda jamais saberá, mas sinto que preciso ratificar minha seriedade como homem. Embora jovem e cheio de ideias revolucionárias, principalmente concernentes as coisas do evangelho de Jesus Cristo, mantenho a elegância e, inequivocadamente, a inteligência, provinda do evangelho, é claro. Portanto sei meus limites; respeito o meu corpo.
Quanto aos religiosos, enquanto milhões assassinam suas existências em favor de dogmas e outros “faça e não faça”, eles creem piamente que Jesus de Nazaré era conhecido nas redondezas de Jerusalém como “beberrão”, isto é, cachaceiro, por ser um grande bebedor de água mineral. Maldito vício de coar mosquitos e engolir camelos.


Graças a Deus pela liberdade, 


Will
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A vida após a religião

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Diferentemente de como pensava nos tempos de escravidão religiosa – eu ainda sou escravo de outras coisas, confesso, mas só de não ser bichinho da religião já é um peso a menos…e que peso, hein. –, não sou o dono da verdade. Até porque a verdade não é coisa que se possui, mas sim o que se é; prerrogativa incomunicável do Rabi de Nazaré. Tudo além ou fora Dele é relativo ou inconsistente.

Por não ser dono da verdade, respeito e estou aberto a qualquer opinião divergente; com os olhos e a vida em Jesus de Nazaré, não tenho nenhuma pretensão em viver absolutos a ponto de não me abrir para o diálogo inteligente. Sendo assim, reconheço que posso simpatizar com alguma opinião diferente da minha, no entanto, até agora, sou um cara anti-religião; tenho muitos, mas muitos argumentos para odiar aquilo que aliena, obstrui e reprimi a vida.

Com essa proposta, inevitavelmente as perguntas surgem: como ser de Cristo sem ser religioso? O que fazer no reino sem a religião? Servir numa instituição significa ser escravo da religião? Como é a vida anti-religiosa? E tantas outras.

Sem fazer “vistas grossas” às perguntas, disponho-me a (tentar) atender esta demanda em uma série: a vida após a religião. Que se dividirá em 3 posts:

1º Sim, eu odeio a religião;

2º  É possível servir ao reino, a partir de uma instituição, sem ser religioso?;

3º O evangelho, o reino de Deus e uma nova espiritualidade;

Não sei se será possível responder a todas as perguntas a que sou submetido, com estes posts, entretanto tentar já é uma grande solução.

Convido a todos para este bate-papo!

Forte abraço,

Will
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