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Sobre certa conspiração

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Vez ou outra sou agraciado: algum abençoado me inclui em sua lista de e-mails e embeleza minha caixa de entrada com correntes, teorias, piadinhas etc. Exceto as correntes – na maioria das vezes evangélicas -, os demais conteúdos são avaliados e deles retenho o que é proveitoso. Não existe filtragem; não tenho medo de humor, levo em consideração que pra rir é necessário, algumas vezes, ignorar o pudor. 



Mas como tudo não está e nem é tão ruim que não possa ser piorado, começo a considerar que existe sim algo tão ruim quanto as famigeradas correntes. Com a ajuda dos tele-evangelistas, a síndrome de vira-lata se apossou dos evangélicos (Nelson Rodrigues antecipou-se ao tempo); não posso ignorar o passado, tampouco o presente, mas é impossível não reconhecer que há muito os evangélicos sentem-se perseguidos por todos no Universo.


Se alguém pensou que a Xuxa e seu suposto pacto com o Cão e o hit Marquei um X (uma suposta referência ao 666 de Apocalipse, quando repetido três vezes, posto que se lê xis e de trás pra frente temos o seis em inglês) é o que deixa os crentes de cabelo em pé, está redondamente enganado. Histórico e “Silasmalafaiamente” falando, a grande inimiga dos evangélicos é a Rede Globo de Televisão. Depois do BBB então…

É… a moda agora é teorizar sobre o BBB. Diante da atual versão, com participação de homossexuais, os evangélicos postulam que a Globo quer infestar nossa sociedade de malignidade. Fala-se em uma “silenciosa investida da Rede Globo” contra a família, os valores, os costumes etc.

Mas o que é pior? Ver a Globo reproduzir as perturbações de uma sociedade em mutação – se para o bem ou para o mal, não importa – ou ver madrugadas e manhãs tomadas por programação evangélica de péssimo nível? Talvez seja pior mesmo ver o JN denunciar as santas falcatruas do movimento (mais do que falido) popular evangélico do que ver supostos pastores vendendo bênçãos pela bagatela de R$ 900,00. Deve ser melhor ver infelizes que se autodenominam apóstolos vendendo toalhinha com suor santo do que a Série Sagrado que apresenta a diversidade das visões religiosas sobre diversos assuntos atuais e pertinentes – os representantes evangélicos são: Israel Belo de Azevedo e Ricardo Gondim.

Eu não assisto nem curto BBB, entretanto suas “inovações” não me incomodam. O sábio dizia que “não há nada de novo debaixo do Sol”. A qualidade do programa é proporcional a qualidade dos telespectadores. O povo tem da mídia aquilo que ele merece – salvo raras exceções.

Havendo ou não conspiração contra o evangelho e seus valores inamovíveis, glória a Deus por isso. Foi o próprio Cristo quem disse que seriamos bem-aventurados quando perseguidos por Seu nome. Nosso Senhor avisou-nos de antemão acerca da perseguição a que seríamos submetidos. Aos que a Ele entregaram suas vidas, cabe apenas agradecer pela perseguição e pela conspiração – se é que ela existe -, pois é no excesso de trevas que a luz tem oportunidade (e o dever) de prevalecer.

Que os filhos das trevas são mais sábios que os da luz, já não há mais o que se discutir. No entanto quem está contra o evangelho nem sempre são os que não são do evangelho, mas os fatos provam que, há séculos, o grande inimigo da igreja de Jesus Cristo são aqueles que em nome dela falam sem ter com ela nenhuma filiação.

Em Cristo, Deus dos não-neuróticos, 

Will
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Droga Global

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Sabe aquele remédio, que de tanto tomar você se viciou? Ou aquela dor que te acompanha a tanto tempo – você sempre procrastina a ida ao médico – que já não te faz nenhum mal, porque você se acostumou com ela?
Pois é, existem algumas coisas que, pelo tempo que estão em nossas vidas, acabam gerando em nós um “bom sentimento”, independentemente se boas ou ruins. Assim ficamos viciados; não importa a intensidade, os benefícios ou malefícios, pela periodicidade muitas coisas se impregnam em nossa existência e então já não vivemos sem a tal coisa – viciamo-nos.
Ontem começou a 9ª edição do BBB (Big Brother Brasil). E como já é de se esperar o assunto das rodas de amigos, no ônibus, no metrô, na hora do almoço, enfim, o que fará a cabeça do brasileiro nestes 60 dias, será o “campeão de audiência” (palavras de Pedro Bial, apresentador do reality show). Este é um dos elementos que se tornou prato essencial à mesa televisiva tupiniquim.
O programa não acrescenta nada a ninguém, mas já se tornou vital. A audiência da Globo dispara como sempre, as tv’s por assinatura vendem em dois meses o que precisam no ano todo, as empresas de telefonia móvel e residencial aumentam seus quadros de funcionários, enfim, o Brasil para em busca de saber quem será o grande vencedor.
A fórmula da droga é a mesma: Participantes em busca de fama, o primeiro que bobear está fora; um apresentador cuspindo frases e pensamentos para a vida – um pouquinho de cultura não faz mal, não é? -, provas de resistência; eliminatórias (vulgo paredão) “emocionantes” e muita, mas muita porcaria televisiva reunida só em um programa.
O Brasil se viciou nesta droga – curioso, mas pouca gente se vicia em ler; a coisa (BBB) é tão alucinógena, que já tem gente reprogramando a vida, para não perder nenhum detalhe se quer.
É melhor tomar cuidado, se não serei mais um viciado.
2leep.com

Best Blogs Brasil 2008 – Os melhores blogs do ano

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Pessoal! Já está no ar a votação dos melhores blogs do Brasil, neste ano de 2008. Trata-se do Best Blogs Brasil edição 2008, uma promoção do Mundo Tecno, com apoio da Riot, Pólvora, XCake Blogs, Yahoo! Brasil e Argohost.

Para participar, num primeiro momento indicando seu blogs preferidos, e num segundo momento votando nos finalistas, é necessário se cadastrar no site.

Cada usuário cadastrado terá direito a cinco indicações, podendo repetir o mesmo blog em até duas categorias diferentes. A fase de indicações vai até o dia 17 desde mês, quando os 10 blogs mais indicados em cada categoria vão as finais.

É rápido e fácil. Qualquer pessoa pode se cadastrar e indicar seus preferidos, não é necessário ter um site ou ser blogueiro. Acredito que é um boa maneira de ajudar os blogueiros “menos favorecidos” e, ainda, aqueles que você adimira.
Eu já votei nos meus favoritos, levei em consideração aqueles que acompanho de pertinho, todo dia, a cada atualização.
Nós ficaremos gratos, se um dos 5 selecionados por você, for o Celebrai!

Cadastre-se, vote e Celebre a Vida!!!

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Primeiro episódio de "Capitu"

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Se já era de algo surpreendente a escolha de Beirut e Black Sabbath para o trailer da minisérie, imagine então assistir ao primeiro episódio com Jimi Hendrix fazendo a trilha inicial? Foi assim que Capitu começou ontem à noite.
Havia um vigor óbvio nas primeiras imagens que me deixou bem empolgado. A escolha anacrônica de colocar Bentinho em um trem carioca ao invés do bonde, não seria apenas casual, mas definitiva. Toda a primeira cena do livro tornou-se a primeira cena para o episódio e o anacronismo rompeu barreiras: apenas Bento e o poeta ao seu lado estão em trajes da época, enquanto todos os outros passageiros são contemporâneos, exatamente como nós, que assistimos a tudo aquilo. Ora, não apenas nós somos “de hoje”, mas o suporte televisivo também, daí a escolha do trem e não de um bonde. “Lemos” e “assistimos” Dom Casmurro numa televisão, e não em um amontoado de papéis cortados, costurados e com letras impressas. A fusão de diferentes tempos já não é gratuita. Nesse caminho então nos deparamos com excelentes soluções visuais que brincam com essa diferença temporal. Quando dos elogios de Bentinho ao poeta, ele afirma que o rapaz se sentiu como a pessoa mais importante do momento. Um belo e engraçado plano cheio de cortes aparece com o artista sendo fotografado com câmera digitais e celulares – propício.
O uso do narrador pontuando as passagens entre cenas está bem executado, porém, o recurso das cartelas dividindo os capítulos em títulos junto a uma voz “engraçadinha” talvez seja desnecessário. Claro que há o mesmo recurso no livro e, muitas vezes, os capítulos são curtos na obra de Machado, porém, o tempo audiovisual é outro e a capacidade de esculpí-lo é uma arte tão trabalhosa quanto a da escrita. Luiz Fernando tem essa destreza e consegue um ritmo bastante peculiar. Quando achamos que vamos imergir completamente ao andamento teatral, ele nos corta com flashbacks, com projeções, intervenções do narrador Michel Melamed. Tudo isso somado ao bom gosto de planos que ressignificam a mise-en-scene – que diferença faz quando assistimos a discussão sobre Bentinho ir ao seminário, percebendo que ele em sua infância e velhice observa a cena? Um personagem dividido em dois, para as mesmas situações, gera dois olhares? Quem conta essa história?
Ao fim, o resultado foi extremamente positivo, apesar da queda quase brusca no último trecho que, comparado ao primeiro, perde consideravelmente o ritmo. Quem o segura é a bela e ótima atriz que interpreta Capitu menina. Mas, óbvio que o diretor precisava disso ao começo: se fazia necessário prender a audiência do Casseta & Planeta que ainda estava plugada.
Acredito que o uso do anacronismo na série é uma grande sacada se bem utilizada e se o diretor não virar refém dela, mas visitá-la, reinterpretá-la e usá-la com prudência. No mais, vamos curtir porque isso aí é TV de qualidade.
Vale lembrar que todos os dias os episódios do dia anterior serão disponibilizados na web, no site da minisérie.

Ricardo Oliveira em diversitá

Ps.: Posso até me enganar, mas esta, promete ser a melhor minissérie produzida pela Rede Globo – e pela televisão brasileira; isso em termos de originalidade e criatividade.

Machado de Assis é (digo é, e não foi, pois trata-se de um “gênio imortal”) tão brilhante, que dá vonta de ler o livro de novo, com o mesmo apreço e expectativa.
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